Preparando terreno para os bons relacionamentos

Imagem cortesia sxc.hu (royalty free)
No último dia 18 de novembro, tive o prazer de participar de uma palestra e um workshop com a consultora de negócios e designer britânica Rachel Smart sobre “negócios criativos”.
Além de informações sobre esse segmento, Rachel citou algumas boas práticas no que diz respeito a relacionamento com clientes, que vou compartilhar nesse artigo, acompanhadas por observações minhas sobre os pontos abordados. Acredito que estas dicas podem ajudar tanto o designer interessado em dar início ao seu próprio negócio, quanto a quem trabalha por conta própria, como freelancer.
Logo no início da palestra foi levantada uma questão bastante pertinente sobre como as empresas de design são percebidas. O público tende a perceber design como algo relacionado a estilo de vida ou, no caso das empresas, como “hobby business”.
Sendo assim, a primeira mensagem foi: se seu negócio não se enquadra neste rótulo não o trate como tal. Para isso, defina sua proposta como empresa, desenvolva e siga um plano de negócios com metas e objetivos realistas e bem definidos.
Essa dica é importante, pois dá início ao alinhamento do perfil do designer com o perfil do empresário empreendedor, trazendo para o mundo do design a visão de negócio e ajudando sua proposta a não se tansformar em um simples experimento. Caso seu perfil e interesses estejam longe disso, contrate um consultor ou associe-se a alguém com uma visão complementar a sua neste sentido.
Identifique o perfil de cliente que perceberá a relevância de seus serviços e através desse conhecimento, foque seus esforços de prospecção nesse público. Perceber quem e em que segmento pode vir a ser o contratante de seus serviços evita esforço e gastos desnecessários. Em vez de atirar para todos os lados, seja preciso.
Ao apresentar sua empresa deixe claro seus objetivos, a metodologia e a pertinência de seu trabalho. Faça o potencial contratante seguro do retorno que seu investimento trará. Uma boa maneira de mostrar isso é apresentando casos detalhados de trabalhos anteriores, não apenas as imagens dos produtos mas sim uma boa descrição do projeto acompanhada de imagens.
Clientes tendem a querer resultados a curto prazo e dispondo de pouco recurso. Uma maneira de se organizar nesse sentido é definir seus métodos e processos internos de forma que seja possível viabilizar o desenvolvimento de projetos em etapas. Isso possibilita que o investimento e a percepção de retorno do cliente seja gradual, minimizando uma possível sensação de “gasto” ou “perda de tempo”.
Além destes, existem outros aspectos sobre relacionamento com clientes que serão abordados em artigos posteriores. De qualquer maneira, quem quiser se aprofundar no assunto, sugiro a leitura de áreas complementares como negócios e gerenciamento de projetos.
Uma ótima dica deixada pela Rachel foi o site The Design Trust onde se pode encontar o Business start-up guide.
Até a próxima…
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sobre o autor
Foi professor na Faculdade CCAA, no SENAI-RJ e na Universidade Estácio de Sá.
É sócio no segmento de design gráfico da 288, uma empresa de design que atua a favor da integração da visão projetual alinhada a estratégias de negócios.

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http://www.leomendes.net Leo Mendes
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