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Met Museum, Guggenheim e New Museum

Já falei sobre os museus Getty de Los Angeles. Agora vou falar um pouco sobre três museus de New York que são espetaculares. Cada um com suas características e importância diferentes, fazem o maior sucesso. Nós visitamos cada um deles e ficou um gostinho de quero mais!

The Metropolitan Museum os Art

Se você aprecia arte de verdade e pretende conhecer museus pelo mundo afora, esse é um museu imprescindível para se visitar. Ele tem um vasto acervo de arte de todos os cantos do mundo, com mais de dois milhões de obras abrangendo 5.000 anos. Para você ter uma ideia, a exposição conta com o esplendor do antigo Egito, com quadros de Van Gogh, a espetacular New American Wing, arte moderna, grega, romana, egípcia, arte da Ásia, Oceania, África etc (ufa!).

Tem muita coisa para se ver. Nós ficamos quase o dia todo lá e não deu para ver tudo, mas podemos mostrar um pouco do que vimos:

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The Solomon R. Guggenheim Museum

O Guggenheim é um museu encantador e ostenta uma das arquiteturas mais conhecidas em todo o mundo.

Como vocês já devem saber a arquitetura do museu é incrível. Você fica do lado de fora contemplando todos os detalhes durante quanto tempo puder (já que estava frio pra caramba!) e percebe que ele tem partes distintas e que sua estrutura é um pouquinho torta. Primeiro você vê a Rotunda Grande a sua direita. A Rotunda Pequena, à esquerda, é também circular, mas bem menor. A torre em anexo, atrás da Rotunda Pequena foi acrescentada em 1992 para oferecer mais galerias e um espaço para escritório.

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Todo o interior do prédio tem detalhes baseados em formas geométricas, como a escada, a fonte, a rotunda (quando você olha pra cima) etc.

O melhor de tudo é que fomos justamente no ano em que o Guggenheim estava completando 50 anos de vida. E como parte da comemoração, nós pudemos ver uma inovadora retrospectiva de obras de Kandinsky.

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As obras de Kandinsky não só representam o núcleo e a essência da coleção permanente do museu, mas também inspirou o design do edifício. Em 1929, Solomon R. Guggenheim começou a coletar as telas de Kandinsky sob a orientação da artista Hilla von Rebay. Dez anos depois, o seu entusiasmo por pinturas do artista, nomeadamente o seu trabalho abstrato, sem vínculos com o mundo observável, levou-os a abrir o “Museum of Non-Objective Painting”, em Nova York. Em 1945, o museu realizou uma exposição com cerca de 300 obras, em memória de Kandinsky, comemorando sua vida e obra. Quando se tornou evidente que o museu precisava de mais espaço para exposição, Frank Lloyd Wright foi chamado em 1943 para projetar o que se tornou uma de suas maiores obras-primas, o famoso edifício em espiral, que abriu em 1959 como o Solomon R. Guggenheim Museum. Apesar de Kandinsky ser conhecido por sua abstração que expressa sua natureza interior e Whight por sua arquitetura orgânica ligada ao mundo natural, os dois defendiam o lado espiritual e a experiência estética da vida. Por isso, durante o 50º aniversário do museu, o edifício histórico é preenchido com as telas que inspiraram a sua criação.

A arquitetura do museu traz uma facilidade para ver todas as obras, você vai subindo a rotunda e circulando sem nem perceber. Quando vê, já está no topo do prédio e viu tudo, feliz da vida!

The New Museum

O New Museum é o único museu com a missão de promover as novas ideias e a nova arte, e o único museu em Nova York dedicado exclusivamente à arte contemporânea. Fundado em 1977, o New Museum foi concebido como um centro de exposições, informações e documentação sobre a vida de artistas cujo trabalho ainda não tinha sido exposto publicamente, nem tinha sido criticado. Fundado por uma curadora, Marcia Tucker, que não tinha recursos pessoais, nem uma coleção, apenas desenvoltura abundante e uma paixão pela cultura viva, o museu estava em algum lugar entre um espaço alternativo e um comprovado valor histórico. Esse paradoxo deliberado o deu o nome de New Museum, uma visão ousada de Tucker e uma ideia forte para apresentar nova arte num contexto crítico e acadêmico.

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O New Museum evoluiu ao longo dos últimos trinta e tantos anos, desde o seu humilde início em um escritório de um quarto na Hudson Street, em 1977. Depois ocupou um espaço na galeria da New School, anos mais tarde foi relocada e expandida para o SoHo em 1983 e finalmente foi inaugurado no seu primeiro edifício autônomo, em 2007. A cultura deles também evoluiu ao longo desses anos e a arte contemporânea está sendo mais aceita hoje em dia.

Em dezembro de 2007, o New Museum reabriu na Bowery Street, em um prédio projetado pelos arquitetos aclamados Sejima + Nishizawa / SANAA. SANAA concebeu o museu como uma pilha escultural de caixas retilíneas e moveu-as fora do eixo em torno de um núcleo central de aço. Esta abordagem inovadora produzida por uma variedade de espaços abertos, fluidos e cheios de luz, fez com que cada espaço fosse diferente um do outro.

Dos sete andares do New Museum, seu “coração” essencialmente é formado por três andares de galerias principais. Cada galeria é distinta por um pé-direito diferente e tem uma iluminação única, graças a localização de cada andar (cada um é uma caixa sobreposta a outra em diferentes posições, isso traz diferentes iluminações nos diferentes ambientes). O piso térreo ou o Marcia Tucker Hall, inclui uma galeria de parede de vidro, um café e o famoso New Museum Store (fiquei maluca com os objetos “design”). O New Museum também tem um teatro de 182 lugares para espetáculos e eventos. No 5º andar funciona o Centro de Educação e, no último andar (o Sky Room), é uma sala para eventos públicos e privados com uma vista bem gostosa.

O exterior do prédio é revestido de uma malha de alumínio anodizado, que enfatiza os volumes das caixas enquanto veste todo o edifício em uma pele delicada, macia e cintilante. A estrutura aparece como uma forma monolítica, mas também mutável e dinâmica, que é animada pela mudança de luz do dia – uma metáfora perfeita para a natureza mutante da arte contemporânea.

O New Museum deixa um legado importante e uma verdadeira influência para desbravar novos caminhos. É um local onde a experimentação contínua e o questionamento do que a arte e as instituições podem estar fazendo no século 21. O museu continua a olhar para o futuro através de uma programação que está aberta, sem medo e viva.

Vale mesmo ficar analisando a arquitetura desse edifício lindo e depois pirar com as obras no seu interior. Infelizmente nós não pudemos tirar fotos da exposição, mas só para você sentir o gostinho, vimos a arte de Urs Fischer e foi o que eu mais gostei! O cara pendura objetos de uma forma que eles parecem que estão flutuando, muito bom!

Gostei! Gostei!

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sobre o autor

barbara
formagio
Formada em Desenho Industrial pela Faculdade da Cidade (RJ) desde 2005. No seu portfolio há clientes como TIM, Unimed, Nokia, Sadia e Icatu Hartford. Trabalhou na Tátil Design por 4 anos e agora está na Cuca Design. Gosta de dançar muito, de chocolate, viajar, viajar, viajar (ama viajar! E quem não gosta?!). Adora moda e promete mergulhar de cabeça nessa área.



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