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MAD – Museum of Arts & Design


© Pentagram

Pra mim este é o melhor da vez. Também sou suspeita pra falar de um museu de design. É claro que todos os museus que mencionei até agora são incríveis, que amei tanto quanto este, mas por mais simples e pequeno que seja o Museum of Arts & Design, é um museu de design e é isso que importa.


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© Pentagram© Pentagram

Este museu fica na Columbus Circle, bem no meio de várias avenidas se cruzando, perto de um shopping bem charmoso e se você andar mais algumas quadras, chega ao Lincoln Center (demais!). Quando fomos visitá-lo, estava de noite. Uma noite não muito fria e as ruas estavam cheias de luzes de Natal. Enfim, um verdadeiro paraíso na terra. Talvez por todos esses fatores, eu tenha amado o museu, a lojinha do museu e, principalmente, as exposições!

O que mais me chama a atenção no MAD, é que ele tem uma identidade visual bem interessante. Super bem feita, moderna e chamativa. O MAD realmente é um museu de design por pensar em cada detalhe, desde o logotipo, até as exposições voltadas para designers. Sua identidade visual foi criada pela Pentagram, escritório referência quando falamos de design. A Pentagram sempre faz trabalhos incríveis e de lá sempre sai uma grande identidade visual.

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A marca é um reflexo da geometria de quadrados e círculos presentes na forma do edifício (desenhado por Brad Cloepfil da Allied Works Architecture).

Antes de 2002, o Museum of Arts & Design era chamado de American Craft Museum. Ele mudou seu nome para acomodar o crescente alcance da sua coleção. Discussões sobre o que é craft e o que é arte e design a parte, a sigla MAD é um grande trunfo. É curta, pronunciável e memorável. Mas é também, de certa forma, excessivamente familiar. Por exemplo, já existe uma conhecida marca MAD, que aparece na capa de uma revista que muitos adolescentes conhecem. Assim, para a Pentagram, parte do seu problema de projeto foi tornar a marca mais surpreendente, menos familiar e proprietária. Projetaram então, uma marca com formas simples.

A Pentagram tentou um monte de coisas diferentes ao longo do caminho, incluindo a mudança completa da sigla. Mas chegaram ao ponto correto quando começaram a combinar quadrados e círculos, assim como é o prédio (feito de quadrados que se sentam sobre o círculo mais proeminente de Manhattan).


© Pentagram

Agora, o museu tem dedicado espaço para sua coleção permanente, vários andares para exposições temáticas, um restaurante com vista espetacular para o Central Park e um teatro de 150 lugares para programas e eventos. Todo o sexto andar abriga três estúdios de artistas abertos, um estúdio como sala de aula e uma sala de seminários de arte para programas educacionais.

Este lindo prédio tem 54.000 metros quadrados de construção em pé, oferecendo o triplo do espaço de instalação em relação ao anterior MAD e permitindo que o museu dedique galerias à sua crescente coleção permanente.

O prédio é composto por uma série de cortes horizontais e verticais. Cada linha contínua é equipada com vidro transparente e poroso, tecendo toda a fachada do edifício para criar uma estrutura cheia de luz. Estas bandas de vidro continuam dentro do edifício em todos os pisos, tetos e paredes de cada nível para fornecer um sentido unificado do espaço, uma conexão visual entre as galerias e uma experiência ao visitante, deixando-o totalmente integrado. A fachada é revestida com azulejos feitos de terracota acabados com um iridescente verniz que muda de cor de acordo com a hora do dia e do ponto de vista.


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Já que falei um pouco sobre o museu, vou falar agora das obras que vi por lá:

© Museum of Arts & Design© Museum of Arts & Design

O mais incrível pra mim, foi a exposição Slash: Paper Under the Knife. Essa exposição mostra que no mundo da arte internacional, o papel também é um meio criativo e fonte de inspiração artística. Slash é a terceira exposição sobre materiais que o MAD faz. Ela examina o renascimento de materiais de artesanato e técnicas tradicionais da arte contemporânea e do design. A exposição inclui tratamentos comuns que utilizamos com o papel, incluindo obras que são queimadas, rasgadas, cortadas a laser e desfiadas. Uma seção da exposição mostra artistas que modificam livros para transformá-los em escultura, enquanto outros destacam o uso de papel cortado para filmes e animações de vídeo.

Gijs Bakker, Liberty Brooch, 1997Gijs Bakker, Liberty Brooch, 1997

Outra exposição que gostei bastante foi a Read My Pins: The Madeleine Albright Collection. Esta exposição apresenta mais de 200 brochés. Muitos deles foram usados por Madeleine Albright, primeira mulher ao cargo de secretária de estado dos EUA. Ela os usava para comunicar uma mensagem ou um estado de espírito durante sua gestão diplomática. A exposição está organizada de acordo com sua importância histórica, bem como o poder expressivo das joias e sua capacidade de se comunicar através de um estilo e linguagem própria. Qualquer designer de joias ia ficar louco para ver essa exposição de perto.

Enfim, vale muito a pena visitar esse museu e se você está ou vai para New York, não perca a oprtunidade de ver as duas exposições. A Slash acontece até dia 04 de abril e a Read My Pins fica até final do mês de janeiro. Corre que dá tempo!

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sobre o autor

barbara
formagio
Formada em Desenho Industrial pela Faculdade da Cidade (RJ) desde 2005. No seu portfolio há clientes como TIM, Unimed, Nokia, Sadia e Icatu Hartford. Trabalhou na Tátil Design por 4 anos e agora está na Cuca Design. Gosta de dançar muito, de chocolate, viajar, viajar, viajar (ama viajar! E quem não gosta?!). Adora moda e promete mergulhar de cabeça nessa área.



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